CENTRO DE ARTE CORPO

Propomos o centro de arte corpo como espaço de produção, de “feitura”, mais do que de fruição de um espetáculo pronto,. Um lugar que se distingue pela possibilidade e convíveo desejável de diferentes áreas da arte, de montagem e investigação. Um projeto que de certo modo inaugura um lugar, constituindo um espaço de atenção e concentração necessários, mas que também deve ser permeável, público, disponível para uma vizinhança futura, uma paisagem a ser construida. Local visitável, aprazível e público, convidativo e não estanque, garantindo entretanto a concentração desejável.

Entre o espaço atento, de produção intercalam-se espaços de descanso, relaxamento. Edifícios opacos configurados e espaços abertos , luminosos, de descanço e relaxamento. O térreo público é amparado pelo teto como exterior controlado. Domínio do corpo essa laje é um jardim restrito, privada, que permite vislumbrar a melhor paisagem.

Novo solo construído que distingue os edifícios afastando-o sobre-elevado ou escavando. Do acesso pela estrada os edifícios são como uma barra e uma pedra , corpos entendidos como unidade e não como somatória de elementos componíveis. Uma unidade o mais simples possível.
O pavilhão de produção, é construído como um tubo contínuo, transparente internamente, um piso único com a galeria, o estúdio A e o deposito. Uma unidade que pode ser fragmentada, estanque quando necessário, ou contínuo, ao abrir as portas/paredes que os distingue. No limite, se desejável, o grupo corpo ocupa os 200m do pavilhão, ou um artista os ocupa numa grande exposição. No dia a dia a musica de um ensaio pode ser desfrutada por quem trabalha na galeria, invadindo como um vizinho desejável, sem entretanto interromper/distrair o trabalho. O café constitue o local de encontro dessas diversas atividades. Uma permeabilidade de usos propiciando uma troca mais fluida entre os diversos espaços.

A barra se abre para o céu e para o chão um espaço interior, garantindo a estanqueidade necessária. Em situação de exceção parte de seu fechamento, como uma janela ocasional rasga essa continuidade revelando parte desse interior, como que permitindo que se espreite da rua esse trabalho.

Ocupar o subsolo com o teatro é construir uma suave continuidade da praça abrigada para o teatro, uma esforço amparado no domínio técnico e pela excepcionalidade do espaço. Um teatro reforçando sua vocação concentrada e estanque.