Esse edifício, construído numa pequena cidade do interior de São Paulo, abriga duas atividades profissionais: odontopediatria e prótese odontológica, respectivamente clínica e laboratório.

A implantação do edifício obedece ao gabarito de altura das casas vizinhas e alinha-se nas frentes do terreno para as ruas. Isso dá independência para a construção, de feição diversa da vizinhança e, ao mesmo tempo, reforça a configuração da quadra, unidade marcante da malha ortogonal de ruas e avenidas daquela cidade projetada.

O térreo foi "duplicado" por desníveis suaves em relação à rua – 1.25 m – que conduzem aos dois patamares que abrigam, distintamente, clínica e laboratório.

As áreas destinadas ao público – clínica – ficam no "térreo superior". Os fechamentos de vidro oferecem - desde o interior - uma perspectiva da rua que faz parte da memória das pessoas acostumadas à cota alta dos assoalhos sobre porões das primeiras casas da cidade. Do lado de fora, desde a rua, a transparência dos vidros expõe sem segredos as atividades de clínica e laboratório como parte da rotina das pessoas.

Dessa disposição espacial do programa decorreu a simplicidade construtiva do edifício, que com poucos elementos definem sua expressão arquitetônica.