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A rua Monte Alegre
no trecho onde está a casa é o limite do patamar junto a
encosta do vale em que se implantou a Avenida Sumaré.
A ocupação típica existente ali pode ser observada
a partir da própria rua Monte Alegre onde as casas formam uma barreira
contínua que impedem a percepção da encosta e da
dimensão do vale, ou a partir da Avenida Sumaré onde elas
recusam aquela geografia e se apresentam como fundos ou sobras de construção.
Ao contrário disso, o desenho dessa casa procura estabelecer uma
relação entre a construção e aquela geografia,
uma ocupação da encosta que não esconde nem recusa.
A estrutura pré-fabricada de concreto armado permitiu liberar as
obras iniciais das dificuldades de trabalho impostas por um terreno com
50% de declividade. As obras preparatórias ficaram restritas a
seis tubulões. A partir disso pilares, vigas e lajes foram montados
em dois dias para ser o abrigo das obras civis que lhe sucederam.
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