O projeto da garagem subterrânea Trianon, na Praça Alexandre de Gusmão, teve como premissa a preservação da configuração prévia da praça. Como espaço livre para a disposição da nova edificação, teve a pequena altura compreendida entre a superfície do terreno e os túneis da Avenida Nove de Julho e a extensão horizontal correspondente ao passeio e gramado da praça desprovidos da densa arborização presente.

Assim, a garagem foi definida por uma geometria encaixada nesses limites, capaz, entretanto, de conferir a desejada simplicidade e lógica evidente aos seus espaços e, conseqüentemente, à sua operação. 500 vagas de estacionamento foram acomodadas em um único circuito, horizontal e vertical, ligado no seu extremo superior à Alameda Santos e no seu extremo inferior à Alameda Jaú, no qual a continuidade espacial firma-se como o principal valor, ao diminuir o sentido de confinamento e isolamento da construção enterrada.