Município de São Sebastião, praia do Juquehy. O lote disponível para a implantação da pousada não possui outro atrativo natural: não há frente para o mar, nem serra. Daí a opção por um desenho introvertido. O pátio central define o espaço comum de convívio, para onde se abrem todas as unidades.

O corte transversal esclarece o partido do projeto:
A cobertura de cada pavilhão, num plano único e inclinado, abre-se para o bairro e faz a varanda a meio nível na parte interna. (Esse perfil é como se fosse extraído daquelas duas águas tradicionais com cumeeira central e varandas nos dois lados, seccionado pela cumeeira temos o perfil de um dos pavilhões desta pousada. Os dois pavilhões espelhados constroem o pátio. As varandas que existem nos dois lados da seção tradicional de duas águas, em geral, desfrutam da paisagem extensa e exuberante).

Aqui essa relação está invertida: as varandas se abrem para o pátio, uma paisagem construída pela arquitetura, são dez metros na largura e vistas desimpedidas pelo eixo longitudinal. Portanto não é fechado como um claustro, ao contrário estabelece a cota de passeio a meio nível e proporciona uma perspectiva privilegiada, a cavaleira, do exterior.

O passeio a meio nível, pela cota intermediária, define sem exceção o nível de convívio comum, por este plano se chega às unidades e também à piscina e solário. O pátio em si, jardim, foi mantido na cota original do terreno, inferior, para preservar as unidades e orientar a circulação.