Reforma da Oca

São Paulo - SP

Projeto

Obra Original: Oscar Niemeyer [1954] / Projeto de Reforma: Paulo Mendes da Rocha [1999]

Obra

2000

Arquitetura

Oscar Niemeyer [1954]

INTERVENÇÃO
Paulo Mendes da Rocha [1999]

PROJETO EXECUTIVO
DE ARQUITETURA
Ângelo Bucci
Fernando de Mello Franco
Marta Moreira
Milton Braga

Hernan Pecci
Keila Costa
Maria Isabel Imbronito

ESTRUTURA
Ibsen Puleo Uvo

CONSTRUÇÃO
Racional

FOTOS
Nelson Kon

"Este surpreendente pavilhão de exposições faz parte do conjunto de 4 edifícios ligados por uma marquise, passeio público, que constituem o “Parque do Ibirapuera”, projetado e construído, todo o conjunto, em 1953, por Oscar Niemeyer para as comemorações do IV centenário da fundação da cidade de São Paulo. Foi chamado por Niemeyer de “Palácio das Artes”. Um outro destes 4 edifícios, originalmente o “Palácio das Indústrias”, desde os anos 60, abriga a “Fundação Bienal de São Paulo”.

Este elegante edifício circular, como uma fina casca pousada no chão, é um dos mais belos espaços expositivos do mundo, revelando seu interior, por onde se penetra por uma pequena fresta, uma inesperada espacialidade, uma volumetria imprevista, silenciosa e agradável.

Este resultado e efeito se devem ao arranjo feliz de três sistemas estruturais nítidos e independentes, uma disposição espacial extremamente inventiva. Há a grande tênue envoltória da casca, apoiada, através de suas nervuras em arcos diametrais, diretamente no solo.

Há a surpresa do chão que se suspende no ar, quando se entra, pois surge um vazio produzido pelo rebaixamento total do piso circular inferior, criado com um cilindro de arrimo 5 m abaixo do nível dos jardins de entrada.

E há ainda mais dois pisos superiores com estrutura própria de pilares e lajes independentes das outras duas estruturas.

No último piso não existe estrutura alguma. Como uma pequena nuvem, a última laje flutua abaixo da cúpula que foge em todas as direções. É um resultado belíssimo devido à técnica da graça com que são empregados os três sistemas estruturais completamente independentes.

É uma das obras mais límpidas e singelamente monumentais de Niemeyer. E já de meio século passado. Fizemos tudo para conservá-la intacta. Como no desenho original do arquiteto."

Paulo Mendes da Rocha